Doutrina Espírita

Vamos esclarecer neste item informações sobre a Doutrina Espírita extraída de diversas fontes.

1) ESPIRITÍSMO - É a nova ciência que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e suas relações com o mundo material. Ela nos mostra esse mundo, não mais como sobrenatural, mas, pelo contrário, como uma das forças vivas e incessantemente atuantes da natureza, como a fonte de uma infinidade de fenômenos até então incompreendidos, e por essa razão rejeitados para o domínio do fantástico e do maravilhoso. É a essas relações que o Cristo se refere em muitas circunstâncias, é por isso que muitas coisas que ele disse ficaram ininteligíveis ou foram falsamente interpretadas. O Espiritismo é a chave que nos ajuda a tudo explicar com facilidade.

A lei do Antigo Testamento está personificada em Moisés; a do Novo Testamento, em Cristo. O Espiritismo é a terceira revelação da lei de Deus. Mas não está personificado em ninguém, porque ele é o produto do ensinamento dado, não por um homem, mas pelos espíritos, que são as vozes do Céu, em todas as partes da terra e por inumerável multidão de intermediários. Trata-se, de qualquer maneira, de um ser coletivo, compreendendo o conjunto dos seres do mundo espiritual, cada qual trazendo aos homens o tributo e a sorte que nele os espera.

Da mesma maneira que disse o Cristo: " Eu não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe o cumprimento". Ele nada ensina contrário ao ensinamento do Cristo, mas o desenvolve, completa e explica, em termos claros para todos o que foi dito sob forma alegórica. Ele vem cumprir, na época predita, o que o Cristo anunciou, e preparar o cumprimento das coisas futuras. Ele é, portanto, obra do Cristo, que o preside, assim como preside ao que igualmente o anunciou: a regeneração que se opera e que prepara o Reino de Deus sobre a terra.

(O Evangelho segundo o espiritismo)

2) ALLAN KARDEC – Foi o codificador do espíritismo. Nascido em Sião, a 3 de outubro de 1804, de uma tradicional família francesa de magistrados e professores, Allan Kardec (Hippolyte León Denizard Rivail) foi educado em Yverdon, na Suiça, na Escola de Pestallozzi, célebre pedagogo, do qual Kardec se tornou discípulo dos mais aplicados e exerceu, mais tarde, grande influência na reforma do ensino na França e na Alemanha.

A Escola de Pestalozzi não era uma escola comum na época. Esse mestre entendia que a educação, acima de tudo, é o desenvolvimento moral do homem. Enquanto os mestres usavam métodos rígidos de ensino, Pestalozzi procurava despertar na criança o amor à natureza, buscando o seu interesse no aprendizado.

Nesse meio, o Codificador fortificou o seu caráter.

Nascido sob a religião católica, mas educado num país protestante, logo, concebeu a idéia de uma reforma religiosa. Como pedagogo, Rivail publica numerosos livros didáticos dos quais se destacavam.

- Curso Teórico e Prático de Aritmética;

- Gramática Francesa Clássica;

- Catecismo Gramatical da Língua Francesa, além de programa de cursos usuais de física, química, astronomia e fisiologia.

Ao término dessa longa atividade e experiência pedagógica, o professor Hippolyte estava preparado para outra tarefa, mais ampla e infinitamente mais responsável: A codificação da Doutrina Espírita, quando adotou o pseudônimo de Allan Kardec, como conhecemos hoje.

O método usado por Kardec era o intuitivo-racionalista Pestallozziano como processo didático, considerando, no entanto, o valor da análise experimental.

Kardec argumentava que "todo o bom método devia partir do conhecimento dos fatos adquiridos pela observação, pela experiência e pela analogia, para daí se extraírem, por indução, os resultados e se chegar a resultados gerais que pudessem servir de base de raciocínio, dispondo-se esses materiais em ordem, sem lacuna, harmoniosamente..."

Por seu método eficiente e racional, o Codificador foi saudado por Camille Flammarion como " o bom senso encarnado ".

"Em vez do postulado: fora da igreja não há salvação", que alimenta a separação e a animosidade entre as diversas seitas religiosas..., o Espiritismo tem como divisa: "fora da caridade não há salvação", isto é, a igualdade entre os homens perante Deus, a tolerância, a liberdade de consciência e a benevolência mútua. (Obras Póstumas, p.17.)

" O moderno espiritismo não dogmatiza nem se imobiliza. Não alimenta pretensão alguma à infalibilidade." O ensino espírita é progressivo como os próprios espíritos. Ele se desenvolve e se completa à medida que, com a experiência, se efetua o progresso nas duas humanidades, a da Terra e a do espaço – humanidades que se penetram mutuamente, e das quais cada um de nós deve, alternadamente, fazer parte. (Agenda Espírita 2000 – Editora Espírita Caminho da Luz)

3) OBRAS BÁSICAS – O Livro dos Espíritos –Em 18 de abril de 1857, há l41 anos, foi lançado o primeiro livro das Obras Básicas da Doutrina Espírita:- O Livro dos Espíritos.

Lançado em Paris, França, em 1ª edição, sob o título de Lê Livre dês Esprits, o Livro dos Espíritos é o cumprimento da promessa do Consolador, do Paráclito ou Espírito da Verdade.

Ele é a pedra fundamental do Espiritismo, seu marco inicial. Sobre esse livro ergue-se todo o edifício da Doutrina Espírita.

Contém princípios que formam a base geral da Doutrina, colocados de forma lógica, por meio do diálogo com os espíritos, com comentários de Allan Kardec.

Segundo o professor J.Herculano Pires, "examinando-o em relação as demais obras de Kardec, que completam a Codificação, verificamos que todas partem de seu conteúdo".

O livro trata dos seguintes assuntos: princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade.

O Livro dos Médiuns – O segundo livro, por ordem cronológica de lançamento é o Livro os Médiuns lançado em Paris, França, tendo a 1ª edição em janeiro de 1861, com o título original em francês: Le Livre des Médiuns ou Guide dês Médiuns et dês Évocateurs.

Na página de rosto, o livro apresenta o subtítulo "Guia dos Médiuns e dos Evocadores", e tem o seguinte resumo do seu conteúdo:

"Ensino especial dos espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o mundo invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os tropeços que se podem encontrar na prática do espiritismo, constituindo o seguimento de O Livro dos Espíritos."

Mais de um século após ter sido publicado, o livro dos Médiuns constitui ainda hoje roteiro seguro para médiuns e dirigentes de sessões práticas, habilitando-os de maneira correta na tarefa caridosa da comunicação com os espíritos desencarnados, sem improvisações, crendices e o empirismo rotineiro, fruto da acomodação e da falta de um estudo sério da Doutrina.

O Evangelho Segundo o Espiritismo – Essa obra teve sua primeira edição publicada em abril de 1864 sob o título Imitação do Evangelho.

Mas o texto anterior, escrito por um monge agostiniano, Thomas Kempis, voltado para o ambiente clerical, em plena Idade Média (pelos idos de 1400) e que influenciou muitos estudiosos de religião nos anos que se seguiram, era cognominado "Imitação de Cristo". Esse livro conseguiu preencher o coração dos que anelavam por paz. Talvez tenha sido essa a razão pela qual o título, na sua segunda edição , permanecendo como o temos hoje.

"Com muita propriedade ensinou doce Rabi Galileu: "Buscai a Verdade e a Verdade vos libertará". ; e os espíritos sublimes informaram ao iluminado Codificador do Espiritismo: A lei de Deus está escrita na consciência do homem.(Legado Kardequiano, p.26)

Trata o Evangelho especialmente da aplicação dos princípios da moral evangélica, que é uma regra de conduta abrangendo todas as relações sociais, alicerçada na mais rigorosa justiça.

Esse livro, o terceiro na obra da Codificação Espírita deveria o livro de cabeceira de todo espírita, dada a nossa necessidade de orar e meditar, antes de nos entregarmos ao sono reparador das forças físicas.

Apenas o aspecto moral do Cristianismo é levado em consideração neste compêndio. Contém rápidas, mas profundas, passagens dos Evangelhos, com muitas mensagens, algumas subscritas.

Se verificarmos quem foram esses espíritos, quando estiveram encarnados, vamos encontrar neles um traço comum nas suas personalidades: a fé, a retidão de caráter e a perseverança diante dos obstáculos encontrados, a moral elevada.

O Cristianismo não é utopia, todos podemos e devemos melhorar, pois a evolução é a Lei da Vida.

Segundo comunicação datada de 14 de setembro de 1863, os espíritos disseram a Allan Kardec: Com esta obra, o edifício começa a desembaraçar-se dos andaimes e já pode entrever sua cúpula delineando-se no horizonte".

A folha de rosto da obra, sintetiza seu conteúdo: A explicação das máximas morais de Cristo e a concordância das máximas morais de Cristo com o Espiritísmo e as suas aplicações às diversas circunstâncias da vida".

"Com o Evangelho no pensamento, convertido em nascente de recursos preciosos, o espírito ascende em busca da luz, enquanto as mãos mergulham no solo, em tarefa de socorro à vida, traduzindo a vitória do amor de Cristo no coração". (Legado Kardequiano, p.154)

O Céu e o Inferno – Lançado, em Paris, em 1º de agosto de 1865, sob o título Le Ciel et l’Enfer ou La Justice Divine selon le Spiritisme. É o quarto livro da obra de Kardec; tem como subtítulo "A justiça divina segundo o Espiritismo".

São estudados nesta obra, as penas e os gozos terrenos e futuros, a discussão de dogmas como: penas eternas, ressurreição da carne, paraíso, inferno e purgatório.

Estuda também as implicações das leis de causa e efeito.

A obra contém, segundo resumo constante em sua folha de rosto, o exame comparados das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penas etc. seguido de comunicação de espíritos acerca da situação real da alma durante e depois da morte.

A Gênese – É o quinto livro da codificação. Teve sua 1ª edição em Paris, França, em janeiro de 1868, sob o título La Genese, Les miracles et les Prédictions selon le Spiritisme.

Na página de rosto, o título e o subtítulo da obra: A Gênese: os milagres e as predições segundo o Espiritísmo"; segue ainda o resumo:

"A Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos espíritos. A ciência é chamada a construir a Gênese de acordo com as leis da natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas".

"Para Deus, o passado e o futuro são o presente."

Essa Gênese contém um dos estudos mais importante da Terceira Revelação – os fluídos. Nesse capítulo, o XIV, é revelada a ação fluídica tantos dos espíritos sobre os encarnados como dos encarnados sobre os encarnados: enfim, a base do magnetismo espiritual.

Em sua última parte, "Finais dos Tempos ", é revelado ao mundo o período de modificações que nosso planeta já estava experimentando para a formação de uma nova era –a de Regeneração.

Obras Póstumas – Editada em Paris, em janeiro de 1890, sob o título em francês: Euvres Posthumes. Não faz parte das chamadas "Obras Básicas".

Vinte anos após a morte de Allan Kardec, sua viúva e seu amigo e editor P.G.Leymarie reuniram seus escritos: Pequenas Dissertações". Respostas dadas pelos espíritos sobre diversas questões, compondo um novo livro. Essa a razão da palavra "Póstumas"em seu livro.

O belo discurso que Camille Flamamarion fez na sepultura do mestre, quando do enterro de seu corpo, também foi inserido nessa obra.

" Morreu conforme viveu: trabalhando. Deu-se com Kardec o que se dá com todas as almas de forte têmpera: a lâmina gastou a bainha".

Outros livros, de cunho esclarecedor, também foram lançados, inclusive um Vocabulário Espírita, um periódico mensal – Revista Espírita, fazem parte desse acervo colossal, embora sejam tão pouco estudados. (Agenda Espírita 2000 – Editora Espírita Caminho da Luz).

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    Gabriel 07.10.2014 17:09
    Muito BOM!!!!!!!!!!!! Teste de Comentários :lol: